sábado, 10 de março de 2018

Me mudei pro Rosa!

Olá amigos que lêem esse blog que tá virando trimestral quase semestral... tantas coisas acontecendo, preciso que me entendam e sejam compreensivos.
Então!!!!! No meu último post, falei sobre minha vinda (uma das várias) para a Praia do Rosa. Naquele momento eu nem imaginava, mas minha mudança pra cá estava em processo. Mas vamos do início.
Como já falei anteriormente, amo esse lugar por vários motivos e no fundo sempre tive muita vontade de me mudar pra cá. E porque não fiz isso antes? Bem, assim como algumas pessoas irão se identificar, não sou uma pessoa que lida bem com mudanças. Elas me dão insegurança, um certo pânico, me deixam nervosa mais do que o normal. E não preciso dizer que estamos sempre em constante mudança não é mesmo? Busco de certa forma combater esse pavor me obrigando a encarar as mudanças, mesmo que no fundo seja bem ruim...
Então, lá pelo fim de Novembro de 2017 eu já estava mais ficando na Praia do Rosa do que em Canoas e quando ficava dois ou três dias lá, parecia uma eternidade. Algo estava errado e eu não conseguia ver muito bem o que era.
Então certo dia que estava pela praia, decidi que viria morar de vez aqui, no meu Pequeno Paraíso, como chamo carinhosamente. Não fiz nada de planos detalhados, pra ser sincera, não planejei nada. Eu queria mudar,  sair da mesmice e sabia que aqui eu podia encontrar algumas respostas.
Pois então, consegui um emprego de temporada em um restaurante peruano chamado Pachamanca em Garopaba e havia acertado de dividir um apartamento com uma senhora que ficava muito perto de tudo que eu precisava. Eis que a primeira consequência pela falta de planejamento surgiu: na emoção de vir logo, não perguntei nada sobre minha nova colega de casa e já de entrada vi que não ia rolar. Ela fumava muito, dentro de casa, fora de casa, no banheiro, no quarto, na sala, vivíamos praticamente dentro de um cinzeiro. Minhas roupas dentro da mala cheiravam a cigarro e eu vivia com dor de cabeça. Resultado: fiquei 7 dias exatos (sendo que havia pago o aluguel de 30 dias) e fui procurar outro lugar.
De certa forma tive "sorte" de uma amiga morar há 4km dali, com toda a família e me oferecer um lugar na casa por uma valor simbólico. Passei a pedalar todos os dias 4km pra ir e 4km para voltar pra casa. Não é de todo mal, mas quando se trabalha de domingo a domingo, uma hora o corpo cansa. Pra ajudar, a família dela é meio confusa e sem regras, então viviam discutindo entre eles, todo dia havia uma história diferente.
Não posso reclamar pois tive como ficar boa parte do tempo que trabalhei no restaurante ali, mais perto de tudo. Mas ainda não estava satisfeita, poxa, eu havia me mudado para morar no Rosa, não em Garopaba, não trabalhando fora da Massoterapia.
Então comecei a fazer a habilitação e foquei em achar uma casa aqui, no Pequeno Paraíso.
Sempre tive mais sorte que juízo, pois logo encontrei uma moça muito simpática, a Ale, que tem uma casa novinha para uma pessoa entre o Rosa e Ibiraquera. Me mudo essa semana pra lá e sinto que meu propósito está mais firme.
Nem tudo é simples, na verdade quase nada é, mas apesar da saudade da família, de alguns amigos, eu sei que essa mudança foi pra melhor. Honestamente ainda não me sinto em casa aqui, é diferente quando se vem passar férias e quando vira morador de um lugar.
Mas não vou desistir, semana passada comecei minhas aulas práticas de moto e carro. Estou animada com as novas possibilidades e sei que Deus e meu Anjo da Guarda tem me guiado e me cuidado sempre.
Em breve novidades!