Olá amigos que lêem esse blog que tá virando trimestral quase semestral... tantas coisas acontecendo, preciso que me entendam e sejam compreensivos.
Então!!!!! No meu último post, falei sobre minha vinda (uma das várias) para a Praia do Rosa. Naquele momento eu nem imaginava, mas minha mudança pra cá estava em processo. Mas vamos do início.
Como já falei anteriormente, amo esse lugar por vários motivos e no fundo sempre tive muita vontade de me mudar pra cá. E porque não fiz isso antes? Bem, assim como algumas pessoas irão se identificar, não sou uma pessoa que lida bem com mudanças. Elas me dão insegurança, um certo pânico, me deixam nervosa mais do que o normal. E não preciso dizer que estamos sempre em constante mudança não é mesmo? Busco de certa forma combater esse pavor me obrigando a encarar as mudanças, mesmo que no fundo seja bem ruim...
Então, lá pelo fim de Novembro de 2017 eu já estava mais ficando na Praia do Rosa do que em Canoas e quando ficava dois ou três dias lá, parecia uma eternidade. Algo estava errado e eu não conseguia ver muito bem o que era.
Então certo dia que estava pela praia, decidi que viria morar de vez aqui, no meu Pequeno Paraíso, como chamo carinhosamente. Não fiz nada de planos detalhados, pra ser sincera, não planejei nada. Eu queria mudar, sair da mesmice e sabia que aqui eu podia encontrar algumas respostas.
Pois então, consegui um emprego de temporada em um restaurante peruano chamado Pachamanca em Garopaba e havia acertado de dividir um apartamento com uma senhora que ficava muito perto de tudo que eu precisava. Eis que a primeira consequência pela falta de planejamento surgiu: na emoção de vir logo, não perguntei nada sobre minha nova colega de casa e já de entrada vi que não ia rolar. Ela fumava muito, dentro de casa, fora de casa, no banheiro, no quarto, na sala, vivíamos praticamente dentro de um cinzeiro. Minhas roupas dentro da mala cheiravam a cigarro e eu vivia com dor de cabeça. Resultado: fiquei 7 dias exatos (sendo que havia pago o aluguel de 30 dias) e fui procurar outro lugar.
De certa forma tive "sorte" de uma amiga morar há 4km dali, com toda a família e me oferecer um lugar na casa por uma valor simbólico. Passei a pedalar todos os dias 4km pra ir e 4km para voltar pra casa. Não é de todo mal, mas quando se trabalha de domingo a domingo, uma hora o corpo cansa. Pra ajudar, a família dela é meio confusa e sem regras, então viviam discutindo entre eles, todo dia havia uma história diferente.
Não posso reclamar pois tive como ficar boa parte do tempo que trabalhei no restaurante ali, mais perto de tudo. Mas ainda não estava satisfeita, poxa, eu havia me mudado para morar no Rosa, não em Garopaba, não trabalhando fora da Massoterapia.
Então comecei a fazer a habilitação e foquei em achar uma casa aqui, no Pequeno Paraíso.
Sempre tive mais sorte que juízo, pois logo encontrei uma moça muito simpática, a Ale, que tem uma casa novinha para uma pessoa entre o Rosa e Ibiraquera. Me mudo essa semana pra lá e sinto que meu propósito está mais firme.
Nem tudo é simples, na verdade quase nada é, mas apesar da saudade da família, de alguns amigos, eu sei que essa mudança foi pra melhor. Honestamente ainda não me sinto em casa aqui, é diferente quando se vem passar férias e quando vira morador de um lugar.
Mas não vou desistir, semana passada comecei minhas aulas práticas de moto e carro. Estou animada com as novas possibilidades e sei que Deus e meu Anjo da Guarda tem me guiado e me cuidado sempre.
Em breve novidades!
Crônicas da Fran
sábado, 10 de março de 2018
sexta-feira, 15 de setembro de 2017
Minha Vida livre, leve e solta
Voltei!!!!!
Depois de alguns bons meses sem escrever, decidi retomar esse blog que eu tanto gosto e que andava bem sem tempo de postar.
Muitas coisas tem acontecido, mas isso eu vou contando aos poucos, para não dar um nó na cebecinha de quem me lê.
Vim pra contar da minha atual trip... não exatamente uma super viagem, mas é uma saída que amo fazer sempre que possível. Vim para o Rosa, SC - Brasil.
E podem me chamar de boba, mas se tem um lugar que eu AMO estar é na Praia do Rosa.
Pertinho de Porto Alegre, 5h está aqui, um lugar que até mesmo em dias de ventania ou chuva, é lindo demais.
Vocês já se apaixonaram por alguém? Pois é um sentimento muito próximo que tenho com o Rosinha. Em partes por ter sido apresentada por uma pessoa super especial pra mim (apaixonadinha bobona), em partes por ser fisgada pela essência de toda a região e das pessoas que aqui convivem.
Começando que na região de Imbituba, Garopaba e todas suas praias, a galera que aqui reside tem um espírito de colaboratividade gigante! E não é exagero não... os locais tem o espírito nativo (como chamam aqui) e entendem que assim como eles precisam de ajuda, podem e devem ajudar os que aqui visitam ou decidem se mudar para cá.
Então não se surpreenda se vier passar um tempo em um hostel, por exemplo, e a galera te emprestar uma bike pra chegar na praia, ou então te convidar pra janta, almoço ou qualquer outra refeição. Claro que há muitas pousadas, restaurantes, escolinhas de surf e afins onde a galera quer ter a sua grana, afinal, todos precisam movimentar a economia.
Eu fotografo o pessoal do surf quando tenho vindo pra cá, então conheci alguns "brothers" que me contam suas histórias e vivências na praia.
São pessoas que moram aqui desde sempre, chamados "locais", ou então aqueles que decidiram largar as grandes cidades e vivenciar a natureza de pertinho, com todas as coisas boas e não tão boas que pode oferecer.
E porque digo boas e não tão boas? Porque é exatamente isso amiguinhos, morar na praia deve ser fabuloso, mas nem de perto é um mundo encantado, assim como em qualquer outro lugar que você vá morar.
Aqui é bem difícil conseguir emprego o ano todo, a maior parte trabalha horrores no verão, que é alta temporada, para se manter no inverno. E quando digo que trabalham horrores, é bastante mesmo, tipo muito mais de 8h de trabalho, em cozinhas quentes, servindo os turistas, guiando e interagindo.
Mas eu pelo menos, acho que super vale a pena os perrengues só pra no fim do dia poder ver o mar, sentir o cheiro de sal (que eu tenho verdadeiro tesão) e melecar teus pés na areia.
Parece bem utópico, mas quem já passou um tempinho mais que um final de semana na praia, vai me entender.
Enfim leitores, gostaria de contar mais, mas posts longos o povo tem preguiça de ler, então vai essa minha visão por enquanto, em breve contarei mais!
Rosa Norte - SC - Brasil
Depois de alguns bons meses sem escrever, decidi retomar esse blog que eu tanto gosto e que andava bem sem tempo de postar.
Muitas coisas tem acontecido, mas isso eu vou contando aos poucos, para não dar um nó na cebecinha de quem me lê.
Vim pra contar da minha atual trip... não exatamente uma super viagem, mas é uma saída que amo fazer sempre que possível. Vim para o Rosa, SC - Brasil.
E podem me chamar de boba, mas se tem um lugar que eu AMO estar é na Praia do Rosa.
Pertinho de Porto Alegre, 5h está aqui, um lugar que até mesmo em dias de ventania ou chuva, é lindo demais.
Vocês já se apaixonaram por alguém? Pois é um sentimento muito próximo que tenho com o Rosinha. Em partes por ter sido apresentada por uma pessoa super especial pra mim (apaixonadinha bobona), em partes por ser fisgada pela essência de toda a região e das pessoas que aqui convivem.
Começando que na região de Imbituba, Garopaba e todas suas praias, a galera que aqui reside tem um espírito de colaboratividade gigante! E não é exagero não... os locais tem o espírito nativo (como chamam aqui) e entendem que assim como eles precisam de ajuda, podem e devem ajudar os que aqui visitam ou decidem se mudar para cá.
Então não se surpreenda se vier passar um tempo em um hostel, por exemplo, e a galera te emprestar uma bike pra chegar na praia, ou então te convidar pra janta, almoço ou qualquer outra refeição. Claro que há muitas pousadas, restaurantes, escolinhas de surf e afins onde a galera quer ter a sua grana, afinal, todos precisam movimentar a economia.
Eu fotografo o pessoal do surf quando tenho vindo pra cá, então conheci alguns "brothers" que me contam suas histórias e vivências na praia.
São pessoas que moram aqui desde sempre, chamados "locais", ou então aqueles que decidiram largar as grandes cidades e vivenciar a natureza de pertinho, com todas as coisas boas e não tão boas que pode oferecer.
E porque digo boas e não tão boas? Porque é exatamente isso amiguinhos, morar na praia deve ser fabuloso, mas nem de perto é um mundo encantado, assim como em qualquer outro lugar que você vá morar.
Aqui é bem difícil conseguir emprego o ano todo, a maior parte trabalha horrores no verão, que é alta temporada, para se manter no inverno. E quando digo que trabalham horrores, é bastante mesmo, tipo muito mais de 8h de trabalho, em cozinhas quentes, servindo os turistas, guiando e interagindo.
Mas eu pelo menos, acho que super vale a pena os perrengues só pra no fim do dia poder ver o mar, sentir o cheiro de sal (que eu tenho verdadeiro tesão) e melecar teus pés na areia.
Parece bem utópico, mas quem já passou um tempinho mais que um final de semana na praia, vai me entender.
Enfim leitores, gostaria de contar mais, mas posts longos o povo tem preguiça de ler, então vai essa minha visão por enquanto, em breve contarei mais!
Rosa Norte - SC - Brasil
sexta-feira, 14 de abril de 2017
Deixei de ser amiga
Olhando minhas redes sociais, mais especificamente Instagram e Facebook, me deparei com uma situação que na verdade já sabia mas ignorava. Como é possível você ter uma amizade cheia de declarações, noites bebendo, posar na casa um do outro,contar tudo da sua vida para o outro, é um ano depois você nem saber mais sobre os gostos da pessoa e nem o que ela anda fazendo?
Fui eu que me afastei ou o amigo que rumou outro caminho? Fui eu que deixei de me preocupar ou minha amiga simplesmente me trocou por outra companhia mais agradável e menos bipolar?
As lembranças do Facebook me fazem não sentir a mínima vontade em compartilhar com certos "amigos" o que antes era motivo de confidencialidade entre duas pessoas que juravam amizade eterna. Olho para aquilo que fizemos e penso: como chegamos ao ponto de antes estarmos brindando à amizade e agora, um ano depois, mal sei a sua bebida preferida?
Aquela pessoa que antes eu abria meu coração e que agora está quase casando e eu nem fui informada que ela estava namorando.
É um saco tu ser excluído da vida dos outros, parece que você falhou terrivelmente nessa fase da vida e que será sempre lembrado por isso. Mas pior ainda é quando você passa a não se importar mais com isso.
Fui eu que me afastei ou o amigo que rumou outro caminho? Fui eu que deixei de me preocupar ou minha amiga simplesmente me trocou por outra companhia mais agradável e menos bipolar?
As lembranças do Facebook me fazem não sentir a mínima vontade em compartilhar com certos "amigos" o que antes era motivo de confidencialidade entre duas pessoas que juravam amizade eterna. Olho para aquilo que fizemos e penso: como chegamos ao ponto de antes estarmos brindando à amizade e agora, um ano depois, mal sei a sua bebida preferida?
Aquela pessoa que antes eu abria meu coração e que agora está quase casando e eu nem fui informada que ela estava namorando.
É um saco tu ser excluído da vida dos outros, parece que você falhou terrivelmente nessa fase da vida e que será sempre lembrado por isso. Mas pior ainda é quando você passa a não se importar mais com isso.
segunda-feira, 12 de setembro de 2016
Namastê
Bom diaaaaa pessoal!
Passando pra contar sobre meu final de semana maravilhoso!
No domingo fui com uma amiga visitar o Templo Budista Khadro Ling em Três Coroas. Pra quem não sabe, fica perto de Taquara e Igrejinha, vindo de Canoas e Porto Alegre dá 1 hora e meia de carro mais ou menos. O dia estava bem ensolarado, calor bom... a estrada estava tranquila, não tinha muito movimento, então foi super tranquilo chegar lá.
Para chegar ao Templo, pegamos uma estradinha de chão, não é muito longa, mas em dias de chuva acho que deve ser bem ruim subir. Entrando na estrada, tu já sente uma paz e tranquilidade. Muita árvore, passarinhos cantarolando e o sacolejo do carro.
Na entrada do Templo, tem uma cancela onde nos identificamos por um interfone e um funcionário nos explica as regras básicas do ambiente. O Templo abre ás 09:00, nós chegamos ás 10:00 e depois acredito que eles liberam a cancela, pois demora muito para cada carro entrar e a fila vai crescendo significativamente.
A entrada é gratuita, eles contam apenas com ajuda voluntária e doações de empresas privadas e dos próprios visitantes.
Estacionando o carro, já se pode ter uma vista do templo principal (vou postar as fotos), alto, grande, imponente com todo seu colorido... aliás, o que mais vemos por todos os espaços são desenhos e mantras coloridos. Tudo muito detalhado e explicativo, cada espaço tem suas plaquinhas e definições.
Fomos recepcionadas por uma moça muito simpática, trajada a caráter.
Os garçons também estavam trajados e preciso dizer, o atendimento foi excelente do inicio ao fim. Super recomendo!
Eles nos oferecem as opções, nos explicam como é feito cada prato e fazem indicações (obviamente os pratos mais caros, por assim dizer). São servidas entrada, salada e prato principal. Todos servem duas pessoas e se for colocar na calculadora, vale muito a pena pela experiência de experimentar uma nova culinária.
Os pratos em um geral, são deliciosos! Eles usam muitos legumes, carne e peixe e um tempero mais puxado para o agridoce.
Ao fim de tudo, voltamos para casa com a sensação boa de ter tido um dia agradável, em boa companhia, com mais uma bagagem para o currículo da Vida!
Obrigada pela sua leitura e se tiver outras indicações de lugares, comenta aí!
Passando pra contar sobre meu final de semana maravilhoso!
No domingo fui com uma amiga visitar o Templo Budista Khadro Ling em Três Coroas. Pra quem não sabe, fica perto de Taquara e Igrejinha, vindo de Canoas e Porto Alegre dá 1 hora e meia de carro mais ou menos. O dia estava bem ensolarado, calor bom... a estrada estava tranquila, não tinha muito movimento, então foi super tranquilo chegar lá.
Para chegar ao Templo, pegamos uma estradinha de chão, não é muito longa, mas em dias de chuva acho que deve ser bem ruim subir. Entrando na estrada, tu já sente uma paz e tranquilidade. Muita árvore, passarinhos cantarolando e o sacolejo do carro.
Na entrada do Templo, tem uma cancela onde nos identificamos por um interfone e um funcionário nos explica as regras básicas do ambiente. O Templo abre ás 09:00, nós chegamos ás 10:00 e depois acredito que eles liberam a cancela, pois demora muito para cada carro entrar e a fila vai crescendo significativamente.
A entrada é gratuita, eles contam apenas com ajuda voluntária e doações de empresas privadas e dos próprios visitantes.
Estacionando o carro, já se pode ter uma vista do templo principal (vou postar as fotos), alto, grande, imponente com todo seu colorido... aliás, o que mais vemos por todos os espaços são desenhos e mantras coloridos. Tudo muito detalhado e explicativo, cada espaço tem suas plaquinhas e definições.
Podemos entrar nesse espaço, desde que seja de pé descalço, mantenha-se o silêncio e não seja fotografado nem filmado seu interior. É fascinante entrar em um espaço onde tem tanta energia concentrada. Eu acredito muito nisso, então se tu estiver na mesma vibe que o espaço, consegue aproveitar bastante das boas vibrações que ali estão.
Andando mais, tem outro templo (estava fechado mas dava para ouvir os mantras). Muitas esculturas dos Deuses, fontes, água por todo lado, mantras e pessoas enlouquecidas tirando zilhares de fotos.
Entre algumas curiosidades, tem essa foto que tirei de uma plaquinha inusitada no chão:
Exatamente, a placa pede que não pisemos nas formigas!
Confesso que não vi nenhuma, mas é muito interessante ver o quanto eles se preocupam com todas as formas de Vida, do menor até o maior. Me lembrou muito aquele filme, 7 anos no Tibet, onde em uma construção ele tiravam todas as minhocas e realocavam elas em outro espaço. Coisas para refletirmos!
Depois da visita ao Templo, fomos almoçar no Espaço Tibet, que fica no Centro de Três Coroas. Pegamos novamente uma estrada de chão e andamos uns 15 minutos até chegar lá. Bem sinalizado, não tem como não achar o espaço.
Logo saindo do estacionamento já se pode escutar música ambiente com temática do País, um pátio grande e arejado com muitas esculturas, flores e árvores. Um ar quase praiano e calmo, com espaço para sentar com sombra e muita tranquilidade.
Os garçons também estavam trajados e preciso dizer, o atendimento foi excelente do inicio ao fim. Super recomendo!
Eles nos oferecem as opções, nos explicam como é feito cada prato e fazem indicações (obviamente os pratos mais caros, por assim dizer). São servidas entrada, salada e prato principal. Todos servem duas pessoas e se for colocar na calculadora, vale muito a pena pela experiência de experimentar uma nova culinária.
Os pratos em um geral, são deliciosos! Eles usam muitos legumes, carne e peixe e um tempero mais puxado para o agridoce.
Ao fim de tudo, voltamos para casa com a sensação boa de ter tido um dia agradável, em boa companhia, com mais uma bagagem para o currículo da Vida!
Obrigada pela sua leitura e se tiver outras indicações de lugares, comenta aí!
terça-feira, 9 de agosto de 2016
Mulheres que lutam
E ontem a Rafaela Silva, aquela que chamaram de macaca em Londres e disseram pra largar o Judô, essa mesma, ganhou o primeiro ouro do Brasil.
Já foi grandioso por ser a primeira medalha de ouro do país nos jogos, mas aí foi ouro de uma guria negra, da Cidade de Deus, do Judô, que tem no olhar uma história de aventuras e muitas desventuras, que se agarrou com unhas e dentes ás oportunidades que passaram por ela.
Eu chorei e chorei muito assistindo a entrevista dela, porque eu sou loira do olho claro, classe média, estudei em colégio particular e o mais próximo de uma violência que estive foram dos meus vizinhos traficantes. Chorei porque mesmo tão diferente dela, me identifiquei... somos brasileiras, somos guerreiras, não desistimos com a primeira derrota e temos o apoio incondicional de nossas famílias.
Lembro que quando comecei a praticar Jiu Jitsu, lá em 2013, ainda morava com a minha mãe. Ela sempre foi muito mente aberta, mas ver sua menina treinando com outros homens não pegou bem pra ela. Não a culpo, quem não conhece a arte, realmente pode entender mal o que realmente se faz dentro do tatame.
Enfim... uns 6 meses depois me mudei de casa (queria saber como era morar sozinha) e o Jiu Jitsu permaneceu na minha vida. Dizer que me apaixonei é pouco... lembro a primeira vez que pisei no tatame: uau!!!! Eu era a única mulher no treino, estava sem kimono, mas nem ligava. A sensação de estar em casa, no lugar certo, fazendo o que se ama me inundou de um jeito que só o que eu queria era treinar mais e mais.
Deixo aqui um texto que postei no meu Facebook há alguns meses e uma foto de uma das minhas tatuagens que representa muito meu amor pela arte:
Já foi grandioso por ser a primeira medalha de ouro do país nos jogos, mas aí foi ouro de uma guria negra, da Cidade de Deus, do Judô, que tem no olhar uma história de aventuras e muitas desventuras, que se agarrou com unhas e dentes ás oportunidades que passaram por ela.
Eu chorei e chorei muito assistindo a entrevista dela, porque eu sou loira do olho claro, classe média, estudei em colégio particular e o mais próximo de uma violência que estive foram dos meus vizinhos traficantes. Chorei porque mesmo tão diferente dela, me identifiquei... somos brasileiras, somos guerreiras, não desistimos com a primeira derrota e temos o apoio incondicional de nossas famílias.
Lembro que quando comecei a praticar Jiu Jitsu, lá em 2013, ainda morava com a minha mãe. Ela sempre foi muito mente aberta, mas ver sua menina treinando com outros homens não pegou bem pra ela. Não a culpo, quem não conhece a arte, realmente pode entender mal o que realmente se faz dentro do tatame.
Enfim... uns 6 meses depois me mudei de casa (queria saber como era morar sozinha) e o Jiu Jitsu permaneceu na minha vida. Dizer que me apaixonei é pouco... lembro a primeira vez que pisei no tatame: uau!!!! Eu era a única mulher no treino, estava sem kimono, mas nem ligava. A sensação de estar em casa, no lugar certo, fazendo o que se ama me inundou de um jeito que só o que eu queria era treinar mais e mais.
Deixo aqui um texto que postei no meu Facebook há alguns meses e uma foto de uma das minhas tatuagens que representa muito meu amor pela arte:
Sempre me perguntam porque eu, uma pessoa que faz ballet ucraniano decidiu fazer também Jiu Jitsu.
Sempre respondo que é uma coisa sem explicação, eu odiava musculação e queria algo que me fizesse sentido. Que quando piso no tatame, deixo do lado de fora qualquer coisa negativa e quando saio de lá, trago para fora muita coisa positiva.
Tem pessoas que não entendem e nem peço que assim o façam, porque isso está mais em sentir do que ver...
Eu não sou uma atleta, nem almejo isso. Minha paixão pelo JJ é mais complexa e profunda do que qualquer pessoa possa imaginar. Faço por mim, pela família que a Favela nos dá, pelas amizades, pelos treinos com garra, porque ali dentro é meu Templo e ninguém jamais poderá me tirar!
Entre pessoas que me julgam e àquelas que me olham torto, fico com o meu kimono e minhas tatuagens e também com todos que de alguma forma me incentivam a permanecer nesse estilo de vida que tanto amo: JIU JITSU GOOD VIBE <3
Sempre respondo que é uma coisa sem explicação, eu odiava musculação e queria algo que me fizesse sentido. Que quando piso no tatame, deixo do lado de fora qualquer coisa negativa e quando saio de lá, trago para fora muita coisa positiva.
Tem pessoas que não entendem e nem peço que assim o façam, porque isso está mais em sentir do que ver...
Eu não sou uma atleta, nem almejo isso. Minha paixão pelo JJ é mais complexa e profunda do que qualquer pessoa possa imaginar. Faço por mim, pela família que a Favela nos dá, pelas amizades, pelos treinos com garra, porque ali dentro é meu Templo e ninguém jamais poderá me tirar!
Entre pessoas que me julgam e àquelas que me olham torto, fico com o meu kimono e minhas tatuagens e também com todos que de alguma forma me incentivam a permanecer nesse estilo de vida que tanto amo: JIU JITSU GOOD VIBE <3
sexta-feira, 22 de julho de 2016
Sem aparelho
E ontem, finalmente, pela graça de todos os santos (até mesmo os que estão na fila) tirei meu aparelho ortodôntico! (pausa para os fogos de artifício, aplausos, confetes e abraços de comemoração).
Banda (esquece que vai limpar esse teu dente)
Pode ser que esteja comemorando mais do que devia, mas gente, tentem ficar 5 anos com uns ferros grudados nos dentes, tentando mastigar sem soltar nenhuma peça, ficar 90 horas higienizando o aparelho (porque o dente tu mal limpa) e no fim, ver que metade da janta ainda está lá, firme e forte grudada em algum vão que o fio dental não alcançou.
Acreditem, usam aparelho não é tão divertido quanto se parece. Eu achava o máximo quem usava e minha missão de vida era colocar um. Bemmmm, minhas preces foram atendidas e em 2010 finalmente coloquei esse emaranhado de ferro e resina. Mas esperem, vamos do inicio:
Em primeiro lugar, e isso em alguns casos (não sou dentista, então não generalizo) é necessário extrair alguns dentes para abrir espaço para os outros se alinharem no processo. E aí já começou minha tortura... eu tive sorte, meu dentista sempre foi um amor de querido, super competente, atencioso e com muita, muita, muitaaaaaaa paciência.
Enfim, tive que extrair 4 dentes... dois deles, meus pré-molares estavam cariados, então não tinha muito o que fazer mesmo e foram sentenciados á extração... esses dois, extraí com outra dentista (uma péssima profissional) que me machucou bastante. Pensem em arrancar um dente quando a anestesia não pega direito, os pontos machucam e você fica alguns bons dias cuspindo saliva e sangue (bem nojento, eu sei).
Os meus dois dentes de cima, foi meu dentista quem extraiu. Esses estavam perfeitinhos, mas foram sentenciados á extração por estarem no lugar errado na hora errada. Diferente dos pré-molares, esses eu nem senti dor. Meu ponto positivo é que parece que meu organismo reage bem á recuperações, então, em poucas semanas eu estava pronta para entrar nas estatísticas dos jovens que usam aparelho.
Para o próximo passo, eu teria que utilizar o tal dos "alargadores". Amigos, fujam para as colinas se alguém quiser colocar isso na sua boca! O tal "alargador" não passa de um círculo pequenino de plástico duro que é colocado entre teus dentes. Nunca imaginei que algo tão pequeno causasse tanta dor!!! Usa-se isso para afastar um dente do outro para se colocar a "banda", um aro de metal que vai ficar em toda a volta do seu dente e apoiar toda a estrutura do aparelho.
Alargador do mal!
Banda (esquece que vai limpar esse teu dente)
Depois desse sofrimento todo, as coisas começam a ficar menos piores... isso não significa que todo mês, quando for fazer a manutenção, você não vai sentir uma dor desgraçada dos teus dentes se movimentando. Tem outros pontos que vou listar sobre usar aparelho, com imagens, para ficar bem claro!
Afta em todos os lugares da boca, ou marcas dos braquites na gengiva
Descolar peças do aparelho (ás vezes engolimos, sem querer)
Pequenas sujeirinhas que ficam no aparelho e você jura que escovou
Trocar escova de dente a cada duas semanas
Fazer um rancho de trezentas coisas que te ajudam a escovar
Mas amigos, tudo isso compensa, quando depois de tanto tempo, dor, adaptações, horas se escovando, você chega a esse resultado:
sábado, 16 de julho de 2016
Meu primeiro Eu te Amo
"Eu te amo loirinha"
Foi assim, sem muita emoção e bastante baba, quando beijava então pela primeira vez, que escutei o tão sonhado "eu te amo". Mas espera: tão sonhado por quem?
Estava então com meus 14 anos (atrasada em relação às amigas), dando meu primeiro beijo no gordinho rejeitado por todas as outras garotas e como se já não bastasse, o guri ainda me sai com essa de "eu te amo".
Não sei se ele esperava que eu falasse que também o amava, mas eu ri... ri de nervosa e de achar engraçado um menino quase moleque, sair com essa tirada. Pra mim isso era coisa de gente grande ou daqueles atores de filmes e novelas.
Pode ser que em algum momento da vida, ele deve ter escutado que mulher adora ouvir essas três palavras e resolveu testar logo comigo 😅😒
Sempre considerei que essas palavras eram como um segredo: deveriam ser sussurradas apenas à pessoas de extrema confiança nossa e de preferência não se repetir muitas vezes. Um sapato muito usado vai se desgastando, puindo e chega um dado momento que rasga e deixa de fazer sentido usá-lo.
Falar "eu te amo" era pra ser algo especial, para momentos especiais, com pessoas especiais. É uma frase carregada de sentimentos (ou deveria ser) onde você coloca seu coração para fora do peito e o deixa ali, vulnerável, desprotegido.
É maravilhoso escutar essa frase daquela pessoa que faz nosso coração acelerar quando chega perto, ou de um familiar, ou de um amigo querido. Temos a certeza que de algum modo, aquela pessoa nos quer bem, que ela sente algo tão lindo e gigante, que transborda pelos lábios em um EU TE AMO!
Amar é tudo de bom, ser amado, mais ainda. Mas aos desavisados, informo que todo ser humano tem um estoque de "eu te amo" que deve ser usado regradamente para não faltar antes do fim...
Então, ao garoto que me entregou seus sentimentos e eu ri, peço desculpas. Você desperdiçou ao mínimo um "eu te amo" com a menina que mal sabia o que era um beijo de língua, imagina esse emaranhado de sentimentos que nos levam a falar: eu te amo
Foi assim, sem muita emoção e bastante baba, quando beijava então pela primeira vez, que escutei o tão sonhado "eu te amo". Mas espera: tão sonhado por quem?
Estava então com meus 14 anos (atrasada em relação às amigas), dando meu primeiro beijo no gordinho rejeitado por todas as outras garotas e como se já não bastasse, o guri ainda me sai com essa de "eu te amo".
Não sei se ele esperava que eu falasse que também o amava, mas eu ri... ri de nervosa e de achar engraçado um menino quase moleque, sair com essa tirada. Pra mim isso era coisa de gente grande ou daqueles atores de filmes e novelas.
Pode ser que em algum momento da vida, ele deve ter escutado que mulher adora ouvir essas três palavras e resolveu testar logo comigo 😅😒
Sempre considerei que essas palavras eram como um segredo: deveriam ser sussurradas apenas à pessoas de extrema confiança nossa e de preferência não se repetir muitas vezes. Um sapato muito usado vai se desgastando, puindo e chega um dado momento que rasga e deixa de fazer sentido usá-lo.
Falar "eu te amo" era pra ser algo especial, para momentos especiais, com pessoas especiais. É uma frase carregada de sentimentos (ou deveria ser) onde você coloca seu coração para fora do peito e o deixa ali, vulnerável, desprotegido.
É maravilhoso escutar essa frase daquela pessoa que faz nosso coração acelerar quando chega perto, ou de um familiar, ou de um amigo querido. Temos a certeza que de algum modo, aquela pessoa nos quer bem, que ela sente algo tão lindo e gigante, que transborda pelos lábios em um EU TE AMO!
Amar é tudo de bom, ser amado, mais ainda. Mas aos desavisados, informo que todo ser humano tem um estoque de "eu te amo" que deve ser usado regradamente para não faltar antes do fim...
Então, ao garoto que me entregou seus sentimentos e eu ri, peço desculpas. Você desperdiçou ao mínimo um "eu te amo" com a menina que mal sabia o que era um beijo de língua, imagina esse emaranhado de sentimentos que nos levam a falar: eu te amo
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